Evidências do papel da escolaridade na organização cerebral pp.72-80

Maria Alice de Mattos Pimenta Parente, Lilian Cristine Scherer, Nicolle Zimmermann, Rochele Paz Fonseca

Resumen


A escolaridade vem sendo apontada como uma variável sociodemográfica com um papel importante no processamento neuropsicológico. No entanto, revisões que reúnam evidências específicas desta relevância ainda são escassas. Neste contexto, o presente artigo de revisão tem por objetivo apresentar um panorama de evidências comportamentais e de neuroimagem com populações saudáveis e clínicas sobre a influência do fator escolaridade nos processos cognitivos. Dentre os principais dados com participantes saudáveis, evidencia-se que quanto maior o número de anos estudados melhor tende a ser o desempenho em diferentes tarefas neuropsicológicas, com mudanças cerebrais estruturais volumétricas e funcionais. No que tange aos dados com participantes de grupos clínicos, foram encontradas evidências com amostras de pacientes com lesão cerebral adquirida e com quadros demenciais. Tais achados não são consensuais, mas nota-se uma tendência de uma sobreposição do efeito da educação sobre o da lesão propriamente dita, no primeiro grupo clínico, e, de uma relação de maior escolaridade com o aumento da reserva cognitiva, no segundo. Embora os estudos sobre o papel da escolaridade na cognição humana tenham avançado consideravelmente, há, ainda, uma grande demanda de entendimento dos diferentes subfatores que subjazem a quantidade de anos estudados. Mais evidências de neuroimagem devem ser obtidas.

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