Qual é a participação de fatores socioeconômicos na inteligência de crianças?

Geise Machado Jacobsen, André Luiz Moraes, Flávia Wagner, Clarissa Marceli Trentini

Resumen


O objetivo do presente estudo foi verificar se a escolaridade dos pais e a renda da família são preditores da inteligência de uma amostra de crianças brasileiras de 6 a 12 anos de idade, a partir de duas medidas de inteligência. Quatrocentos e dezoito crianças, do sexo feminino ou masculino, provenientes de escolas privadas e públicas de Porto Alegre, foram avaliadas. Cento e noventa e três participantes foram avaliados pela Escala de Inteligência Wechsler Abreviada (WASI) (agrupamento 1) e 225 pelo teste Matrizes Progressivas Coloridas de Raven (agrupamento 2). O Coeficiente de Correlação de Pearson foi utilizado para investigar a associação entre variáveis socioeconômicas e inteligência. Depois, as variáveis significativas foram inseridas em um modelo de Regressão Linear Múltipla (método Stepwise). Correlações positivas fracas a moderadas foram encontradas entre a escolaridade dos pais, o QI obtido na WASI e o percentil no Raven, bem como entre a renda e as mesmas medidas de inteligência. A escolaridade dos pais também apresentou associação com os escores brutos alcançados nos subtestes Raciocínio Matricial e Vocabulário da WASI. A escolaridade do pai e a renda da família explicam 15% da variância no QI da WASI. No subteste Raciocínio Matricial, a variável mais explicativa é a escolaridade do pai (8%). No Vocabulário, a escolaridade da mãe é a melhor preditora (22%). No ao Raven, a renda prediz 6% da variação no percentil. As variáveis socioeconômicas, por meio das condições ambientais oferecidas aos filhos, exercem um papel no desenvolvimento da inteligência das crianças, em especial nas medidas verbais.

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