Produção discursiva e comunicação na doença de Alzheimer: uma revisão Sistemática

Gislaine Machado Jerônimo, Lilian Cristine Hübner

Resumen


A queixa mais frequente de pessoas acometidas por comprometimento cognitivo leve (CCL) ou pela doença de Alzheimer (DA) é com relação aos déficits de memória. No entanto, já se sabe que a cognição como um todo é afetada na DA e, quanto mais a doença avança, maiores são os prejuízos cognitivos. Como se trata de uma doença cuja cura ainda é desconhecida, pesquisadores de áreas multidisciplinares vêm empenhando-se para atuar no seu diagnóstico precoce e na prevenção. Recentemente, a linguagem passou a ser um dos componentes cognitivos investigados na DA, com o intuito de se buscarem indícios linguísticos indicativos do surgimento e da progressão da doença. O presente artigo tem por objetivo averiguar um dos componentes linguísticos, qual seja a produção de discurso na DA, considerada um componente linguístico. Para tanto, realizamos uma revisão sistemática de artigos publicados nas bases de dados SciELO, LILACS, SCOPUS e PubMed, entre os anos 1995 e 2013, incluindo estudos nacionais e internacionais. Verificamos que o número de trabalhos nessa área ainda é reduzido, sendo mais frequentes os estudos internacionais do que nacionais com população amostras brasileiras. Em termos dos principais achados, os estudos apontam para dificuldades no nível lexical, bem como problemas de coesão e coerência que afetam a produção discursiva, de um modo geral, essa caracterizada porhá pouca informatividade.
Palavras-chave: Linguagem, produção do discurso, doença de Alzheimer, diagnóstico diferencial.

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