Evidências de validade para o Teste Gestáltico de Bender: dados normativos na avaliação neuropsicológica de idosos brasileiros na doença de Alzheimer e Demência Vascular

Juliana Cecato Dra Juliana, Débora Elia Fuentes, José Eduardo Martinelli

Resumen


Teste Gestáltico de Bender (TGB) é um dos principais instrumentos utilizados por psicólogos na avaliação da organização perceptual. TGB pode ser utilizado também para avaliação da praxia visuoconstrutiva e em pacientes idosos. Objetivo foi apresentar evidências de validade do TGB em idosos saudáveis e com diagnóstico de demência. Avaliou-se 285 idosos, de ambos os sexos e com pelo menos 4 anos de estudo. Os instrumentos utilizados foram o MEEM, CAMCOG e Atividades Funcionais de Pfeffer (QAFP). Para avaliação do TGB utilizou-se os critérios de correção propostos por Lacks (1998) a qual descreveu 12 tipos de erros encontrados em idosos com comprometimento cerebral. Utilizou-se curva ROC para se estabelecer pontos de corte e regressão logística binária com método hierárquico entre o TGB e os outros instrumentos. Resultados apontaram que o Bender diferenciou de maneira significativa idosos saudáveis daqueles com DA (p<0,0001) e DV (p<0,0001), com maior Área sob a Curva, respectivamente AUC=0,958 e AUC=0,982. Regressão logística apresentou 92% de eficácia no diagnóstico diferencial quando aplicado o Bender concomitante ao MEEM e QAFP. Conclui-se que o Bender é um instrumento que apresenta dados psicométricos satisfatórios para serem aplicados em idosos com demência.
Palavras-chave: idoso, diagnóstico diferencial, avaliação neuropsicológica, Teste Gestáltico de Bender.

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