Uma análise comparativa das funções executivas entre sujeitos bilíngues precoces e monolíngues

Amanda da Silva Gomes, Carlos Felipe Lopes Farias, Eduardo José Legal, Jamir João Sardá Junior

Resumen


O bilinguismo é um fenômeno comum, pouco estudado em nosso país e demonstra relações com funções executivas (FE). Esta pesquisa segue o modelo quantitativo e teve por objetivo a comparação das FE (controle inibitório, incluindo autocontrole e atenção seletiva, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva) entre sujeitos bilíngues precoces e monolíngues, verificando possíveis diferenças nos escores entre os dois grupos. Para tanto, fizeram parte da amostra 10 bilíngues precoces e 10 monolíngues, que não fazem uso frequente de álcool e outras substâncias psicoativas, e não têm diagnóstico de depressão ou de transtornos de ansiedade. Nestes sujeitos foram aplicados os testes de Classificação de Cartas de Wisconsin (WCST), Teste dos Cinco Dígitos (FDT) e Span de dígitos. Os escores foram comparados estatisticamente entre os dois grupos a fim de testar diferenças entre eles, utilizando teste de variância não paramétrico de Mann-Whitney. Os resultados demonstraram que os sujeitos bilíngues obtiveram escores melhores do que os monolíngues em todos os testes utilizados, com resultados significativos em quase todas categorias , indicando vantagens no controle inibitório, na atenção, na velocidade de processamento e na flexibilidade cognitiva. Verificou-se desempenho superior do grupo bilíngue precoce como apontam outros estudos e conclui-se que o bilinguismo pode ser um fator que auxilia efetivamente processos que envolvam as FE, indicando vantagens cognitivas no bilínguismo precoce que perduram até a vida adulta.
Palavras-chave: Bilinguismo, Funções Executivas, Neuropsicologia.

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