Avaliação Neuropsicológica em pacientes com epilepsia refratária infantil não submetidos à cirurgia: uma revisão sistemática

Tatiane Trivilin, Francisco Scornavacca, Angela Grassioli, Gabriela Peretti Wagner

Resumen


A epilepsia que ocorre no início e no decorrer da infância é a que se apresenta como a mais difícil de controlar, cerca de 20 a 30% dos casos de epilepsia pediátricos continuam a ter crises, mesmo fazendo o tratamento medicamentoso adequadamente. Frequente-mente as crises epilépticas são prejudiciais, afetando o processamento cognitivo, com-portamento, humor e sono. Não há um protocolo padrão para a avaliação neuropsicológi-ca de pacientes pediátricos com epilepsia refratária. O objetivo do estudo foi realizar uma revisão sistemática com a finalidade de compilar e analisar o conhecimento empírico sobre avaliação neuropsicológica da epilepsia refratária na infância de pacientes que não estão submetidos à cirurgia para controle das crises. A pesquisa foi conduzida através do método PRISMA. Foram encontrados seis estudos que preenchiam os critérios de inclu-são e exclusão definidos para essa busca. Nenhum dos estudos é brasileiro. Apenas uma pequena parcela dos estudos publicados sobre avaliação neuropsicológica de crianças com epilepsia refratária infantil não tinha como público pacientes com indicação cirúrgi-ca. Embora todos os estudos encontrados considerassem a avaliação de funções cogni-tivas em crianças com epilepsia refratária, foram utilizados diferentes testes e tarefas para as investigações. Desta forma, evidenciou-se que não há protocolo padrão de inves-tigação. Todos os estudos resultantes desta busca preocuparam-se em realizar a avaliação das habilidades intelectuais, em quatro estudos houve avaliação de sistemas de memória, três artigos realizaram avaliação de componentes de funções executivas, e o mesmo nú-mero de estudos investigou componentes de linguagem oral dos participantes. Foi pos-sível observar a escassez de material publicado sobre avaliação neuropsicológica de cri-anças com epilepsia refratária que não estão submetidas à cirurgia, mesmo esse público existindo e recebendo tratamento nos centros especializados. Pode-se constatar que não há padronização para as avaliações realizadas, o que dificulta a comparação de dados e resultados.
Palavras-chave: epilepsia refratária, crianças, epilepsia refratária infantil, avaliação neu-ropsicológica, cognição.

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