Estudo teórico sobre percepção na filosofia e nas neurociências

Andrea Olimpio de Oliveira, Carlos Alberto Mourão Junior

Resumen


O presente estudo tem como objetivo investigar o conceito de percepção na filosofia e nas neurociências. Duas grandes concepções sobre a sensação e a percepção fazem parte da tradição filosófica: o empirismo e o racionalismo. No século XX, contudo, a filosofia alterou bastante essas duas tradições através de uma nova concepção do conhecimento sensível. As mudanças foram trazidas pela fenomenologia e pela psicologia da forma ou teoria da gestalt. A percepção apresenta estreita ligação com os sentidos, sendo as primeiras etapas realizadas pelos sistemas sensoriais, responsáveis por sua fase analítica. É como se cada característica fosse separada em suas partes constituintes, tais como forma, cor, movimentos e assim por diante. Porém, percebe o mundo com totalidades integradas e não com sensações fracionadas, o que faz supor que existam outros mecanismos, além daqueles de natureza analítica, que contribuem para nossa percepção sintética. Faz-se necessário entender como a percepção, conceito estritamente subjetivo, se relaciona com o cérebro, abordagem amplamente estudada pela neurociência cognitiva. Entretanto, as evidências atuais indicam que a percepção é um processo ativo – o cérebro constrói e edita suas percepções, por meio de fatores biológicos, mas regido por fatores históricos e culturais.

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