Espectrografia Funcional de Infravermelho Próximo (fNIRS): a técnica e sua aplicação em estudos da linguagem pp.57-62

Lilian Scherer, Karima Kahlaoui, Ana Inés Ansaldo

Resumen


Nos últimos anos, em especial a partir da década de 1990, conhecida como a “década do cérebro”, diversos campos científicos voltaram seus interesses a pesquisas sobre o funcionamento cerebral. Essas pesquisas foram alavancadas pela aplicação de técnicas de neuroimagem cada vez mais precisas, as quais geraram um novo cenário nas ciências neurocognitivas. Os dados advindos desses estudos vêm sendo aos poucos confrontados com as bases teóricas até então vigentes, corroborando-as ou desafiando-as, de modo a motivar novas reflexões e fazendo avançar a ciência com dados do funcionamento cerebral in vivo. Várias são as técnicas de neuroimagem atualmente à disposição dos pesquisadores, cada qual com suas características. O presente artigo pretende destacar a aplicação de uma técnica emergente e promissora, a Espectrografia Funcional de Infravermelho Próximo (fNIRS, sigla em inglês), no estudo da cognição humana. As principais características da técnica, seu funcionamento, vantagens e limitações, bem como sua aplicação, especialmente em estudos linguísticos, serão aqui apresentados. As evidências trazidas pelos estudos desenvolvidos com fNIRS demonstram a validade da técnica na investigação de diversos aspectos da cognição humana. Além disso, verifica-se o surgimento de uma tendência à multimodalidade, por meio da aplicação concomitante de fNIRS e outras técnicas, como forma de corroborar os resultados e incrementar a análise de dados.

Texto completo:

PDF


https://www.ebsco.com     http://www.redalyc.org     http://pepsic.bvsalud.org     https://doaj.org     http://www.latindex.org     http://www.psicodoc.org     https://scholar.google.com